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Minha Doce Professora

Ela estava lá, caminhando, logo cedo, cedinho mesmo, como, costumeiramente, faz todas as manhãs da sua vida. Vai à luta, se doar, ensinar, educar, é gente! isso mesmo! "dar" a educação que muitos país não dão dentro da própria casa, e ela foi prova real disso...de que a educação dentro de casa é falha, e que ela terá que, por muito tempo fazer isso, pelos papais e mamães despreparados!
"Vinha" ela linda, cabelo esvoaçante, pele clara, apesar do cansaço da rotina diária, com sorriso no rosto e despreocupada...esse foi seu erro!
Caminhava tão serelepe e confortada com a rotina das manhãs, e com a confiança de que está cumprindo com o próposito dito na tal colação: "Eu prometo e blá blá blá ".
Mal sabia nossa linda professorinha que alguém estava por ali e açoitar-lhe-ía, caminhava em sua direção, por seleção de aparência de bondade ou "froxidão", um tal menino "malacafento", sujo, caindo aos próprios lados sem se aguentar nas pernas, olhos vermelhos dos entorpencentes usados a noite toda.
Escolhera sua vítima pela serenidade de seu rosto, pela temperância dos seus gestos e "jeitinho conquistador-infanto" de quem cuidára dos deles, como cuidaria dos seus...este tal "sujinho" procurou nossa professora, pela fragilidade presente na calmaria de seu olhar...
Na perseguição, que ocorreu num quadrado de 3 x 3, ela defenedia-se com a bolsa, e não dava chance ao "projeto de bandido" ali presente; dois baitas brutamontes serviram de escudo para nossa jovem e linda professora...aliviada, parou e pensou "estou protegida", foi o que não aconteceu, o "marginal" extraíra de dentro dos limites do seu corpo arma branca...ééé carregara ele uma faca que portara para executar os trabalhos na, incessante, busca pelo seu bel prazer...o uso da droga e o alívio de que os demônios agora se vão do imginário do bendito.
Nossa héroína, rendeu-se então a ponta da faca apresentada, olhara aos lados, e as pessoas em volta apenas olhavam também, quietas, mudas, quase que não estavam ali...e os dois tais brutamontes hahaha, após olhar aquela "faquinha", ficaram petrificados como estátuas nuas no vento da praça 13.
Nosse doce professora entregou a bolsa, triste, magoada, sentido-se desprotegida, abandonada...frágil!
Algumas lágrimas, causadas pelo susto, logo "à-possam" seu belo rosto inocente, como um brio da noite escorre pela floreira e procura uma flor, e numa folhinha sóh causa o mais belo cenário natural.
Embora se vai o "retrato da sociedade" no colo daquele menino-marginalizado, sociedade essa que nossa heróíca professora tenta pormenorizar na investidura de sua profissão, que hoje, ou ontem, é...todos os dias, ainda se faz e desfaz da nossa educação...
E nossa aventura não tem mais fim!
Uma visita à delegacia da Polícia Civil com a mamãe, local este nunca antes visitado por nossa "protagonista", "bora" fazer o tal B.Ó. popularmente conhecido. Logo se depara com surpresas que não saem mais da bolsa, ora "roubada descaradamente", agora as surpresas vêm das cartolas e dos cartolas do Estado. A danada aguardou firme e forte durante algumas horas para poder contar "breve suma dos fatos ocorridos" naquela manhã, para então não ser acusada, caso seus documentos vierem à ser negociados no mercado negro, de cometer qualquer ato que infrinja leis ou ofenda qualquer preceito constitucional.
"Vem que vem" um policial, prestativo com nossa bela jovem e sua mãe ali presentes, e pede pacientemente com a calma de quem cuida das celas dos "poucos" presos ali na carceragem daquele "bonito e bem cuidado local": - um pouquinho só de paciência, hoje está complicado aqui...e dá um sorrisinho conquistador para nossa querida professora.
hahahahahahaha!Como se ali não fosse sempre assim, claro, presídios, delegacias, lugares bacanas, sempre na "calmaria", tenha santa paciência neh!!! afff...
Contada a estória para nosso policial ali presente, guarda consigo uma cópia fiel do causado já registrado para seu próprio bem, segue ela...linda e loura, em retorno para sua casa...preocupar-se-ía com um fato inusitado em sua vida...carregara ela quantia razoável naquela bolsa, naquele dia, para efetuar pagamento de contas do cotidiano...foram-se os óculos de sol e o óculos de grau...aaaaaah o óculos de grau (aquele que dá um GRAU e torna as professora irresistíveis e sensuais para nós o marmajões de plantão..hehehe)!
No corrente do dia, nossa professora percebe sua B.Ó em mãos, faz as contas dos prejuízos, entre seu dinheirinho suado, os óculos (pela primeira vez isso dá certo comigo - os óculos, eram 2 mesmo...rs), mas a coisa não parou por aí...lia está um tempo atrás naqueles emails chatos de corrente que:
"- O que fazer quando for assaltado?"
Vá até a delegacia mais próxima faça um boletim de ocorrência, após isso vá até a Associação Comercial da sua cidade e informe também os órgãos de SCPC e SERASA, do fato corrido e deixe-lhes uma cópia do boletim, se necessário for.
É, brava jovem, corre aos bancos, as instituções, o que qualquer frangote faria em um mês, ela se desfez de tudo em apenas um dia de tormentas e outro de correria!
Nova velha bolsa na mão (ela é mulher neh!sempre tem outras), caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento...tisc tisc tisc, vai lá nossa bela jovem e professora, recompor-se para retomar seus prumo e plano.
Não ter que ver novamente sua "identidade" ir com um pobre menino marginalizado, e "muito mais" fragilizado que Nossa Doce Professora...Porque guerreiro de verdade...Vai à Luta!

Comentários

  1. Caro pedro manoel, quero parabeniza-lo pela foma poetica e inteligente que retratou este qu e,como muitos outros fatos que,nao deveria mas, acabam tornando-se rotina em nossas vidas. Agradeço tambem pela força e apoio prestado para com minha sobrinha,a"DOCE PROFESSORA".Um grande abraço.ADILSON(tio da fran)

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